EPTO FUTUROS DEBATE O FUTURO DA ANIMAÇÂO NA INTERVENÇÃO COMUNITÁRIA
O Centro Cultural de Tábua foi palco da Conferência EPTO FUTUROS, subordinada ao tema “Da Animação à Intervenção Comunitária”. Organizada pela EPTOLIVA – Escola Profissional de Oliveira do Hospital, Tábua e Arganil, a iniciativa juntou a comunidade educativa, autarcas e profissionais do setor cultural para debater o papel transformador da arte, da comunicação e da animação no desenvolvimento social do território.
O Presidente da EPTOLIVA, Daniel Dinis Costa, que marcou presença via digital, destacou com orgulho o regresso do curso de Animação Sociocultural à oferta formativa da EPTOLIVA neste ano letivo. Segundo o responsável, tratou-se de uma decisão estratégica, uma vez que este é “um curso estritamente necessário ao trabalho com a comunidade, que é a verdadeira marca desta escola, uma escola da e para a comunidade, uma escola global e uma escola do mundo”. Daniel Dinis Costa enalteceu ainda o facto de as alunas deste curso estarem em constante atividade prática, lembrando que “um animador sociocultural é, acima de tudo, um promotor do desenvolvimento social”.
Por sua vez, António Oliveira, Vice-Presidente e Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Tábua, partilhou a sua ligação afetiva à instituição, recordando que foi aluno da EPTOLIVA na década de 90. “Já nessa época esta era uma escola do futuro”, afirmou. Na veste de autarca, reforçou a omnipresença e a relevância vital destes profissionais: “Um animador está em todo o lado que diga respeito ao desenvolvimento social e à inclusão social. Exemplo disso são os projetos locais como o ‘Programa Escolhas’, o CLDS 5G Tábua ou o RADAR, onde o animador está sempre lá”. António Oliveira reiterou a missão do Município em continuar a apoiar a EPTOLIVA, sublinhando o perfeito alinhamento da escola com os objetivos de desenvolvimento do concelho e do território.
O painel de oradores contou com duas figuras de proa da ACERT (Associação Cultural e de Recreação de Tondela), uma referência incontornável no interior do país. A atriz Sandra Santos abordou o tema “O teatro fora do palco: experiências da intervenção comunitária”, destacando a capacidade de o animador trabalhar no improviso e de levar a arte ao encontro das pessoas. Já Pompeu José, conceituado ator, diretor artístico da ACERT e antigo professor das primeiras turmas de Animador Sociocultural na EPTOLIVA, partilhou a sua visão sobre “A Arte como Ferramenta de Comunicação e Transformação na Comunidade”. Com uma mensagem de forte valorização territorial, o encenador defendeu que “o Futuro está no interior do país”, acrescentando que “a criação e a invenção são a linguagem mais livre” que as comunidades podem adotar.
A Conferência, moderada pela Diretora do Curso, Inês Nunes, integrou ainda uma Oficina Prática de “Interpretação para a Comunidade”, dinamizada por Pompeu José. Esta sessão participativa focou-se na expressão, comunicação e dinâmicas de grupo, demonstrando como as ferramentas artísticas se articulam diretamente com o trabalho social e comunitário.





















